Na era do conhecimento, parar de aprender não é opção

3 de agosto de 2020

Aliadas das instituições de ensino, as novas tecnologias colocaram em evidência conceitos como o lifelong learning, provando que o saber não tem ponto final

Pensar na formação superior como o ponto final do aprendizado não faz mais sentido no mundo atual. Se antes um diploma universitário garantia o status de conhecimento suficiente para a construção de uma carreira de sucesso, hoje representa apenas uma das etapas na caminhada.

Coordenadora dos cursos de Design de Animação e Jogos Digitais do Centro Universitário Curitiba – UNICURITIBA, a professora Lucina Viana diz que a evolução das profissões coloca à prova, todos os dias, as relações com os novos conhecimentos. “Manter-se atualizado ao longo da vida profissional não é mais uma opção e sim uma obrigação dos profissionais em nosso tempo”, avisa.

A ideia está em perfeita sinergia com o conceito de lifelong learning, que corresponde ao modelo de aprendizagem continuada proposto para a educação na atualidade. De forma resumida, significa investir na formação pessoal e profissional de maneira voluntária, proativa e permanente, por motivos particulares ou para o aprimoramento da carreira, sempre abrindo horizontes e possibilitando novos conhecimentos.

Transformado pela educação”

Ainda que não usasse esse termo quando começou a estudar, o presidente do Conselho de Inovação e patrono das Engenharias da Ânima Educação, Ozires Silva, sempre exerceu o lifelong learning com maestria.

Fundador da Embraer, ele se diz “transformado pela educação”. “Aos 89 anos, minha cabeça continua aberta e aproveito todas as oportunidades para aprender. A educação é sagrada”, garante um dos maiores empreendedores do Brasil, que foi também Ministro da Infraestrutura, das Comunicações e presidiu a Petrobras e a Varig.

Impelido pelo entusiasmo de resolver problemas ainda insolúveis, Silva está convicto de que se não fosse a educação que recebeu, não teria levado a vida que levou. “Quando vejo o que aconteceu ao longo desses anos todos, digo que valeu a pena.”

Tecnologia a serviço do saber

O avanço da tecnologia é um aliado nos processos de lifelong learning. Isso porque a internet e dispositivos mobile, por exemplo, ajudam a tornar a educação continuada mais acessível. Mas as inovações vão além das plataformas virtuais e contribuem para que a educação extrapole os limites da sala de aula.

Na avaliação da coordenadora do UNICURITIBA, Lucina Viana, a maneira de aprender e ensinar está passando por uma transformação. “Sistemas arcaicos estão sendo finalmente abandonados em função de um maior protagonismo e autonomia dos estudantes em seu processo formativo”, afirma.

Com base no conceito lifelong learning, a tendência é que o ensino superior deixe de proporcionar uma formação linear e comum a todos os estudantes, ainda que frequentem o mesmo curso de graduação. Isso porque o foco será no desenvolvimento de competências de forma interdisciplinar.

Aprender sempre, mais e mais

Na casa da estudante do curso de Criminologia do UNICURITIBA, Neusa Vitola Pasetto, educação continuada não é novidade. Aposentada, ela não hesitou em retornar à graduação.

Desde a primeira formatura em Psicologia, em 1983, até hoje, ela já fez especialização em Gestão de Pessoas, mestrado em Administração, cursou todas as disciplinas de um doutorado em Psicologia, fez incontáveis cursos, escreveu livros e agora, aos 60 anos, voltou à graduação.

Além de influenciar as filhas, garantiu que, anos atrás, a babá das meninas continuasse os estudos. “Hoje, ela é doutora na área de Biologia”, conta.

Seu marido – médico veterinário – também achou que não era hora de ficar parado em casa depois da aposentadoria. Voltou aos “bancos escolares”, estudou instrumentação cirúrgica e deu início a uma nova carreira no hospital.

As três filhas do casal também são adeptas do lifelong learning: duas são médicas, uma delas fazendo a segunda especialização. A terceira, morando na França, defendeu em julho do ano passado a tese de doutorado.

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