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45 anos de Barão Vermelho: o quanto você sabe da banda? Responda ao quiz!

45 anos de Barão Vermelho: o quanto você sabe da banda? Responda ao quiz!

29 de outubro de 2026
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A banda mudou de voz duas vezes em 45 anos e esteve em cinco edições do Rock in Rio, mas só um dos fundadores tocou em todas as formações.

Crédito da Foto: Reprodução/Barão Vermelho

Barão Vermelho

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Em março de 1981, o Queen tocou no estádio do Morumbi, em São Paulo, e dois estudantes do Rio de Janeiro saíram de lá decididos a montar uma banda de rock. Um deles, o baterista Guto Goffi, é hoje o único integrante do Barão Vermelho que passou pelas três vozes que o grupo já teve, Cazuza, Frejat e Rodrigo Suricato. Quarenta e cinco anos depois da ideia, ele estava na bateria quando os quatro fundadores voltaram ao palco do Rock in Rio.

A história que se conta do Barão é a de Cazuza, e a versão tem seus motivos, porque foi com ele que a banda chegou ao rádio e ao primeiro Rock in Rio. Só que o grupo nasceu sem cantor, perdeu o cantor no auge e continuou, e a pergunta que o acompanha desde 1981 é simples: quem canta?

Uma banda sem cantor

O nome veio antes de qualquer música. Em outubro de 1981, no colégio do Rio onde Goffi e o tecladista Maurício Barros estudavam, surgiu a ideia de chamar o grupo de Barão Vermelho, em homenagem ao codinome de Manfred von Richthofen, o piloto alemão que os Aliados temiam na Primeira Guerra, e o elo mais direto era Snoopy, o cachorro das tiras Peanuts que imagina duelar com ele. Dias depois, entraram o baixista Dé Palmeira e o guitarrista Frejat, e os quatro passaram a ensaiar na casa dos pais de Maurício. Tinham nome, bateria, teclado, baixo e guitarra. Não tinham voz.

O primeiro a fazer o teste foi Leo Jaime, e a voz doce dele não era a que o grupo procurava. Leo Jaime não levou o corte para o lado pessoal e fez o que um amigo faz: indicou outro, Agenor de Miranda Araújo Neto, o Cazuza.

A indicação trazia um problema. O pai de Cazuza, executivo da Som Livre, tinha arranjado ao filho um emprego na própria gravadora, mas Cazuza queria ser artista, e o pai não aceitava vê-lo num grupo de rock. Dentro da Som Livre, Cazuza ficou amigo do produtor Ezequiel Neves, que, depois de ouvir uma fita demo do Barão ainda em 1981, passou a defender o disco. O pai resistiu até onde pôde e cedeu. O álbum foi gravado em maio de 1982, no Rio, em poucos dias, e saiu em setembro, mas uma canção ficou de fora: "Sorte ou Azar", porque a banda temeu que ela trouxesse azar. Ela só apareceu no relançamento comemorativo de 2012, antes de virar tema de novela da Globo.

O reconhecimento veio de fora. A grande imprensa só levou o Barão a sério quando Caetano Veloso e Ney Matogrosso passaram a cantar músicas do grupo, o primeiro "Todo Amor Que Houver Nessa Vida" e o segundo "Pro Dia Nascer Feliz", que o Barão lançara em 1983, no segundo disco. Em 1984 vieram o tema do filme Bete Balanço e o terceiro álbum, Maior Abandonado, e a banda que nascera sem cantor tinha agora o cantor mais comentado do rock brasileiro.

A noite do primeiro Rock in Rio

Em 15 de janeiro de 1985, o Barão subiu ao palco do primeiro Rock in Rio no mesmo dia em que o Colégio Eleitoral elegeu Tancredo Neves, o primeiro presidente civil em mais de 20 anos. O show registrado em vídeo abriu com "Maior Abandonado", passou por "Bete Balanço" e terminou com "Pro Dia Nascer Feliz", depois de um discurso de Cazuza. No meio, a banda estreou "Mal Nenhum", parceria com Lobão, que não estava no festival e de cuja ausência Cazuza reclamou. Frejat, na guitarra, ainda não era a voz do grupo.

Foi uma despedida, embora quem estava ali não tivesse como saber. Ainda em 1985, Cazuza anunciou ao fim de um show que ia seguir carreira solo e levou músicas para o disco Exagerado. A notícia pesou sobretudo para Frejat, parceiro dele em "Pro Dia Nascer Feliz", que apoiava o projeto do amigo mas não queria vê-lo deixar o Barão, e a mágoa durou até 1988.

A banda ficou sem cantor pela segunda vez, e a resposta, dessa vez, estava dentro dela. Frejat, que tocava guitarra desde os ensaios na casa dos pais de Maurício, assumiu o microfone.

Quem canta quando a voz muda

O primeiro disco dessa fase, Declare Guerra, de 1986, dividiu os fãs. A banda trocou a Som Livre pela Warner Music, passou pela decepção de Rock'n Geral e só reencontrou o público em 1988, com Carnaval, que trouxe "Pense e Dance", música da novela Vale Tudo, e o guitarrista Fernando Magalhães, depois que Maurício saiu para montar outra banda. Maurício voltou em 1990. Dé deixou o grupo no início daquela década, após desentendimentos, e o baixista Dadi, ex-Novos Baianos, ocupou o lugar. Era a formação que ia durar mais, e foi a mais premiada: melhor banda do ano para a revista Bizz, em 1991, e do Hollywood Rock, em 1992.

Depois de uma pausa no começo dos anos 2000, o grupo voltou em 2004, parou de novo e se reuniu em 2012, para os 30 anos. Em 2017 veio a terceira troca, e a mais difícil de imaginar: a banda anunciou o retorno sem Frejat, que julgava encerrada a sua história com o grupo. No microfone entrou Suricato, cantor e guitarrista premiado com o Grammy Latino de melhor álbum de rock brasileiro em 2016.

O Rock in Rio acompanhou cada uma dessas trocas. Depois de 1985, o Barão voltou ao festival em 2001, com Frejat nos vocais e 16 anos depois da estreia, e em 2013, na abertura, com um show tributo a Cazuza no Palco Mundo. Em 2024, na edição de 40 anos, subiu ao Palco Sunset com Suricato no microfone e Frejat na curadoria da homenagem, e as duas vozes que sucederam Cazuza dividiram a mesma noite, uma cantando e a outra organizando.

Em 6 de setembro de 2026, os quatro fundadores, Frejat, Goffi, Maurício e Dé, voltaram ao festival. "Maior Abandonado" e "Bete Balanço" estavam entre as primeiras canções, e, na versão acústica de "Todo Amor Que Houver Nessa Vida", a voz gravada de Cazuza dividiu a música com Frejat, enquanto o rosto dele, de lenço vermelho, aparecia no telão.

Era uma canção do disco de estreia, de 1982, a mesma que Caetano Veloso levou ao próprio show, e naquela noite ela teve duas vozes de épocas diferentes, uma gravada e uma ao vivo, sobre a bateria do mesmo estudante que saíra do Morumbi em 1981 decidido a montar uma banda.

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Fontes: Site oficial do Barão Vermelho · A História do Disco · Alvorada FM · Veja · Rolling Stone Brasil (nome da banda) · Rolling Stone Brasil (show de 1985) · Wikipédia · Folha, via Bahia Notícias

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