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Anarchy in the UK, do Sex Pistols, as curiosidades e o impacto no punk

Anarchy in the UK, do Sex Pistols, as curiosidades e o impacto no punk

8 de outubro de 2026
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O vocalista dos Sex Pistols dizia que anarquia era luxo e que nunca foi anarquista. Então o que ele gritou naquele single, e por que o punk ouviu?

Crédito da Foto: Reprodução/YouTube

Para rimar com “I am an antichrist”, a melhor rima que Johnny Rotten conseguiu foi “I am an anarchist”, como contou em The Filth and the Fury, documentário de 2000. Os dois versos abriram Anarchy in the UK, primeiro single dos Sex Pistols, lançado em 26 de novembro de 1976 numa capa preta lisa. O vocalista, porém, nunca comprou a palavra.

Em 2012, John Lydon, nome civil de Rotten, disse que nunca foi anarquista. À Rolling Stone, deu a razão.

Sempre achei que anarquia é jogo mental da classe média. É um luxo, que só uma sociedade democrática pode pagar.

A gravação também mudou de mãos. Entre 10 e 12 de outubro de 1976, Dave Goodman fez a primeira versão, que vazou depois no bootleg Spunk. A do single foi gravada em 17 de outubro, em Londres, com o produtor Chris Thomas, que pediu uma bateria como “latas de lixo chutadas escada abaixo”. O lado B, I Wanna Be Me, era de Goodman, mas as primeiras cópias creditaram a produção a Thomas por engano. A letra guardava curiosidades maiores.

O que a letra escondia

As siglas espalhadas pelos versos vinham de guerras civis das manchetes dos anos 70, um aviso do que poderia acontecer no Reino Unido. Há quem leia “I use the enemy” como trocadilho com a NME, a revista que, antes do single, anunciara ao público que os Sex Pistols estavam chegando.

Um single que o punk adotou

Para o empresário Malcolm McLaren, a música era um chamado aos jovens que achavam que o rock tinha sido tomado deles. O single chegou ao 38º lugar da parada britânica, com as rádios hesitando em tocá-lo. Segundo o site oficial da banda, não soava como nada que existia antes.

Depois, a música saiu do punk. O Megadeth a regravou em 1988, e o Mötley Crüe, em 1991, na coletânea Decade of Decadence, com as referências britânicas trocadas por americanas.

No Brasil, o eco veio em 1978, quando adolescentes montaram as primeiras bandas punk, como AI-5 e Restos de Nada. Em Curitiba, os punks fizeram do Lino’s Bar, no centro, o ponto de encontro dos anos 80. Fardado, vocalista dos MalKriados, banda de 1996, lista Johnny Rotten entre as influências.

A melhor rima que Rotten conseguiu deu ao punk uma palavra para gritar, de Londres a um bar do centro de Curitiba.

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