WhatsApp
Default Cover

Carregando...
 
 
Depois de “Ainda Estou Aqui” e “O Agente Secreto”, coproduções internacionais ampliam o espaço do cinema brasileiro

Depois de “Ainda Estou Aqui” e “O Agente Secreto”, coproduções internacionais ampliam o espaço do cinema brasileiro

25 de setembro de 2026
Separador topo branco

O Oscar de Walter Salles e a passagem de Kleber Mendonça Filho por Cannes ajudaram a colocar o Brasil no radar global, mas o movimento agora aparece também em novos projetos, produtores e acordos internacionais.

Crédito da Foto: Reprodução/YouTube

O cinema brasileiro ganhou uma vitrine internacional que começa a produzir efeitos além das premiações. Depois de Walter Salles levar o Oscar de Melhor Filme Internacional com Ainda Estou Aqui, em 2025, Kleber Mendonça Filho repetiu a presença brasileira no centro da indústria com O Agente Secreto, vencedor dos prêmios de direção para o cineasta e de atuação para Wagner Moura no Festival de Cannes de 2025. O longa ainda recebeu quatro indicações ao Oscar 2026, incluindo Melhor Filme.

O Brasil passou a entrar no projeto desde o começo

A diferença agora aparece nos bastidores. Em vez de o país participar apenas quando uma produção brasileira chega a um grande festival, produtoras locais estão entrando em projetos pensados desde o início como empreendimentos internacionais.

Um dos exemplos é Zero K, dirigido pelo norte-americano Michael Almereyda e baseado no romance de Don DeLillo. Filmado em São Paulo, o longa reúne a brasileira RT Features com empresas dos Estados Unidos e da Grécia e traz Selton Mello no elenco ao lado de Peter Sarsgaard, Britt Lower e Caleb Landry Jones.

O mesmo modelo aparece em The Funeral, de Carolina Markowicz, coprodução entre Brasil e Portugal, e em Ana, en Passant, de Fernanda Salgado, realizada entre Brasil, Portugal e França. São projetos diferentes em escala e linguagem, mas com uma característica em comum: o Brasil participa da construção industrial e criativa da obra.

De Cannes para uma indústria mais conectada

O caso de Paper Tiger, de James Gray, ajuda a entender essa mudança. Produzido por Rodrigo Teixeira, da RT Features, o filme disputou a Palma de Ouro em Cannes em 2026, com Adam Driver, Scarlett Johansson e Miles Teller no elenco. A presença brasileira, portanto, acontece dentro de uma produção dirigida por um cineasta americano e destinada desde o início ao circuito internacional.

A própria existência de diferentes empresas brasileiras apostando em coproduções sugere que o efeito de Ainda Estou Aqui e O Agente Secreto vai além de uma temporada excepcional de prêmios. O país passa a ser visto também como parceiro de produção, fornecedor de talentos e espaço para projetos internacionais. Para o cinema brasileiro, esse talvez seja o desdobramento mais importante da última temporada de festivais: a porta aberta pelas premiações começa a ser usada para produzir os próximos filmes.

Confira também:

Keanu Reeves dá as caras em show de Peter Hook e sobe ao palco para apresentar ídolo do Joy Division

Documentário do Linkin Park chega aos cinemas em 30 de setembro com os bastidores da reconstrução da banda

Tags

Separador rodapé branco
Separador