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Fontaines D.C. lança Dopamine Chamber, o disco mais anos 80 da banda irlandesa

Fontaines D.C. lança Dopamine Chamber, o disco mais anos 80 da banda irlandesa

16 de outubro de 2026
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Sintetizadores e vocais distorcidos levam a banda ao pós-punk oitentista de Depeche Mode, New Order, The Cure e Joy Division.

Crédito da Foto: Reprodução/Capa do Álbum Dopamine Chamber

O Fontaines D.C. lançou nesta sexta-feira (16) Dopamine Chamber, o quinto disco da banda irlandesa, com onze faixas e a primeira parceria da carreira, com a cantora espanhola Rosalía. É o primeiro álbum desde Romance, de 2024, e o que mais se afasta do rock de guitarra com que o grupo de Dublin apareceu.

Em vez do post-punk cru da estreia, o disco aponta para a década de 1980, com ecos de Depeche Mode, New Order, The Cure e Joy Division, o repertório que o ouvinte dessa geração reconhece na primeira volta. As guitarras continuam lá, mas como contraste, e o que mantém a banda de pé é a voz suave de Grian Chatten e as letras de amor que azedam.

O lado mais sintético está em Mimesis, com baixo dominante, caixa seca e sintetizador gelado, e em Six Shot Morning, que abre o disco com ruídos eletrônicos e explode numa linha de new wave. Marianne, o primeiro single, fica entre as duas, com ritmo de vaivém e a voz de Chatten tratada por efeitos. A banda a escolheu por confiar na aposta do empresário Trevor Dietz, que morreu em junho.

Japan é a canção mais clássica do álbum, com melodia na linha de Noel Gallagher na época de (What’s the Story) Morning Glory? e uma letra sobre um casal em desencontro. You Miss Me chega com cordas e sopros num refrão de crooner que lembra Morrissey.

O momento mais cinematográfico é Where Is Gone?, o dueto com Rosalía, sombrio e na linha dos duetos de Lee Hazlewood e Nancy Sinatra. Ela se mostra indiferente, ele responde com frieza, e a faixa é a mais bonita e a mais gélida do disco.

Quem sente falta do riff encontra Happy for You, que começa num loop de guitarra e termina numa muralha de distorção à moda de My Bloody Valentine, e Demolition, em que a guitarra trava e volta mais forte a cada passagem.

Em 2019, Dogrel apresentou uma banda de riffs. Sete anos depois, Dopamine Chamber a põe para falar a língua de quem cresceu ouvindo sintetizador nos anos 80.

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