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Fontaines D.C. lança “Tongue”, segunda prévia do novo álbum “Dopamine Chamber”

Fontaines D.C. lança “Tongue”, segunda prévia do novo álbum “Dopamine Chamber”

1 de outubro de 2026
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Faixa antecipa o quinto álbum da banda irlandesa, marcado por sons mais sintéticos, e chega acompanhada de videoclipe filmado em Nova York

Crédito da Foto: Reprodução/Ewen Spencer

O Fontaines D.C. lançou nesta quarta-feira (30) “Tongue”, segunda faixa apresentada oficialmente como prévia de Dopamine Chamber, quinto álbum de estúdio da banda. O disco chega em 16 de outubro, pela XL Recordings, e a música ganhou um videoclipe dirigido por John Angus Stewart, filmado em Nova York.

A faixa, porém, já havia aparecido diante do público alguns dias antes. Em 21 de setembro, o grupo estreou “Tongue” ao vivo durante um show no Kings Theatre, no Brooklyn, fazendo da apresentação o primeiro contato dos fãs com uma música que agora chega em sua versão de estúdio.

O processo de gravação ajuda a explicar por que “Tongue” soa diferente da formação mais tradicional do grupo. O guitarrista Conor Curley afirmou que a banda manteve a abordagem iniciada em Romance, deixando os elementos mais ligados à execução ao vivo apenas quando eles eram realmente necessários.

Na faixa, o baixista Conor Deegan construiu o grave arrastado manipulando a velocidade da fita. A voz de Grian Chatten também passou por processamento, com um sampler alterando sua afinação. Guitarras, piano e orquestração completam uma produção que coloca a textura eletrônica e a distorção no centro da composição.

“Dopamine Chamber” leva o conceito ainda mais longe

O próprio título do álbum explica parte dessa mudança. Chatten descreveu o disco como uma espécie de espaço em que diferentes sons são usados para alterar a percepção do ouvinte.

O álbum em si é uma câmara de dopamina. Você entra e nós testamos diferentes elementos musicais que alteram sua mente ou seu humor.

Segundo o vocalista, Romance, de 2024, ainda mantinha uma proporção maior de elementos humanos em comparação com os efeitos de automação. Em Dopamine Chamber, essa relação se inverte: a ideia é trabalhar uma música mais corrompida, sintética e menos interessada em oferecer uma sensação de esperança.

A mudança também está na própria pergunta que orienta Dopamine Chamber. Segundo Conor Deegan, os discos anteriores partiram de Dublin, passaram pelo afastamento da cidade e chegaram à tentativa de encontrar romance em outros lugares. Agora, a questão é outra: onde escapar quando até o refúgio parece contaminado? “Tongue” traduz essa inquietação em uma faixa mais pesada, processada e distante da sonoridade mais orgânica do grupo.

Crédito da Foto: Capa do álbum Dopamine Chamber (Ewen Spencer)

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