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Johnny Marr lança álbum com a canção de protesto que virou seu maior hit solo nas rádios

Johnny Marr lança álbum com a canção de protesto que virou seu maior hit solo nas rádios

2 de outubro de 2026
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O quinto disco do ex-guitarrista dos The Smiths chega com uma faixa que a MOJO chamou de “tripla ameaça” e uma meta que Marr persegue desde o primeiro álbum solo: fazer cada trabalho maior e mais corajoso que o anterior.

Crédito da Foto: Reprodução/Gaëlle Berri

“It’s Time”, descrita pela MOJO como “uma canção de protesto de tripla ameaça”, virou o maior sucesso solo de Johnny Marr nas rádios e antecede The Age Of Everything, quinto álbum de estúdio do guitarrista, lançado hoje pela BMG.

A faixa foi disco da semana em várias emissoras, entrou na Lista A da BBC Radio 2 e da BBC Radio 6 e figura nas playlists da Radio X, da Virgin Radio, da Absolute e da BBC Local. O álbum reúne 10 canções inéditas, escritas em Londres, desenvolvidas ao vivo na estrada pela Costa Leste norte-americana e gravadas em Manchester, e abre com “Spin”, o primeiro single, seguida por “Beyond The Rain” e pela própria “It’s Time”. “Ophelia” aparece na quinta posição, e o disco termina com “All In A Life”.

Marr define o conjunto como as composições mais catárticas da carreira e conta que, desde o primeiro disco solo, trabalha com a ideia de que cada álbum deve ficar maior e mais corajoso, no som e na composição. Para ele, isso não tem a ver com ambição, e sim com conceitos que lhe dão mais em que pensar. É nesse ponto que ele descreve a forma como enxerga os próprios discos:

Sempre vi os discos quase como um cruzamento entre um vitral ou uma pintura abstrata. Colorido e cheio de vida.

Ele diz que nunca foi um consumidor nem um criador passivo de música, e que por isso se deu tão bem com o pop. Quer discos que exijam atenção, seja pela guitarra, pelo vocal ou pela letra, e não música de fundo.

A recepção da crítica

A imprensa britânica já se posicionou. A NME chamou “Spin” de “crescente e urgente”, e a CLASH viu em “Ophelia” um sinal da confiança criativa que percorre o trabalho atual de Marr. O The Times descreveu o álbum como “cósmico”, e o The Sunday Times ouviu um disco de afirmação total, com garra, protesto e as belas melodias cadenciadas que são marca registrada do músico.

A Classic Pop Magazine escreveu que Marr “ainda soa animado com as possibilidades tanto da música pop quanto da humanidade” e que ele “soa como mais ninguém”. A Record Collector apontou que, cinco álbuns solo depois, não há queda de intenção ou qualidade, e que o guitarrista mantém uma curiosidade criativa incansável.

Crédito da Foto: Capa do Álbum The Age of Everything

O que Marr fez desde “Fever Dreams”

Desde Fever Dreams Pts 1-4, de 2022, a agenda foi cheia: a coletânea Spirit Power: The Best Of Johnny Marr, o livro de fotografia Marr’s Guitars, o show orquestral A Night With The Johnny Marr Orchestra e o álbum Look Out Live!. Nesse período ele também compôs e gravou com o Gorillaz, o Franz Ferdinand e o Noel Gallagher’s High Flying Birds, e participou do álbum HELP(2) com Grian Chatten, do Fontaines D.C., e Kae Tempest.

No mês passado, a Christie’s leiloou cerca de 80 guitarras da coleção do músico, e o valor de 31 lotes, que incluíam 10 guitarras, pôsteres de shows dos anos 1980 e prêmios de vendas, foi dividido igualmente entre a The Guide Dogs for the Blind Association e a The National Autistic Society.

A carreira solo de Marr soma a autobiografia best-seller Set The Boy Free, o prêmio Ivor Novello Inspiration Award, a honraria de Godlike Genius da NME e o tema de No Time To Die, gravado com Billie Eilish. Ele também trabalhou com Hans Zimmer na trilha de Inception.

Com The Age Of Everything, ele tenta ampliar um histórico em que os cinco álbuns solo entraram no Top 10 do Reino Unido, e o Financial Times já o descreve como “o principal guitarrista do rock britânico nos últimos 40 anos”, um título que o disco novo precisa sustentar diante de quem ouve Marr desde os tempos dos Smiths.

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