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Neil Young processa comitê de Trump por “Rockin’ in the Free World”

Neil Young processa comitê de Trump por “Rockin’ in the Free World”

28 de outubro de 2026
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Foi a segunda vez que a música tocou num ato de Trump e a segunda vez que Young foi à Justiça, mas o réu agora é outro.

Crédito da Foto: Reprodução/YouTube

Neil Young processou o comitê político de Donald Trump por tocar Rockin’ in the Free World sem licença num comício em Youngstown, Ohio, em 12 de outubro. A ação foi protocolada na segunda-feira, 26, no Distrito Leste da Virgínia, segundo a Pitchfork, e pede US$ 10 milhões por violação de direitos autorais.

O réu não é Trump, e sim o Trump 47 Committee, o comitê que organizou o ato, e a diferença é o centro do caso. Em 2020, Young já havia processado a campanha de reeleição, a Donald J. Trump for President Inc., pelo uso da mesma música e de Devil’s Sidewalk em comícios. O caso terminou em acordo: a empresa se comprometeu a nunca mais usar a canção sem licença e sem a permissão dele. Como o 47 Committee é outra organização, escreve a Pitchfork, ele fica fora dos termos daquele acordo.

Young afirma que o comitê não tinha licença nem permissão para tocar a faixa num evento “puramente político”, e pede que nenhuma música dele toque em atos ligados ao grupo. A ação descreve a canção, de 1989, como um hino que contrapõe as promessas vazias da retórica política americana à realidade de pobres, desabrigados e esquecidos, e resume a posição em uma frase.

A canção é o oposto de tudo o que Donald J. Trump defende.

O comitê tem, em geral, 21 dias para responder depois de notificado, e não há audiência marcada, segundo o Igor Miranda. A Pitchfork disse ter procurado os advogados de Young para comentar.

O próprio Young também trata a música como bandeira. Em setembro, encerrou um show ao lado de Willie Nelson com ela, repetindo o grito “Take America Back!”, algo como “retomem a América”. No mesmo mês do comício de Youngstown, a canção foi parar num ato de Trump, segundo a ação, e num festival ativista, o Power to the People, no palco com Bruce Springsteen, Dave Grohl e Tom Morello.

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