WhatsApp
Default Cover

Carregando...
 
 
O que Freddie Mercury ouvia? As 25 músicas favoritas do astro do rock

O que Freddie Mercury ouvia? As 25 músicas favoritas do astro do rock

19 de outubro de 2026
Separador topo branco

Freddie gravou uma das 25 antes da fama e usou a melodia de outra numa música do Queen. Quais?

Crédito da Foto: Reprodução/YouTube

Quem escreveu Bohemian Rhapsody só poderia ouvir ópera. A suposição é razoável, e a lista de 25 músicas que a revista britânica Far Out Magazine publicou em 14 de outubro de 2026 a confirma em dois itens e depois a desmonta. Entram rock pesado, soul, o rock dos anos 1950, disco e pop de rádio, tudo o que, segundo a revista, os colegas de banda de Freddie Mercury lembram de ouvi-lo cantarolar. Como a lista não traz ranking, a ordem aqui é cronológica, do lançamento de 1853 ao de 1984. No caminho aparecem duas surpresas: um painel de adolescentes que escolheu um single e um conselho de bastidor que levou o Queen a lançar seu compacto mais vendido. A contagem começa com uma mulher que manda um suspiro, nas asas do amor, até a cela de um condenado.

Giuseppe Verdi: “D’amor sull’ali rosee” (1853)

Estreia em Roma, 19 de janeiro de 1853 · ópera Il trovatore

Leonora está diante da torre onde Manrico foi preso, com veneno escondido no anel. A ária pede que o suspiro dela chegue à cela nas asas do amor, e a plateia sabe que a promessa termina em morte. Freddie ouvia ópera como se ouve drama, com enredo, e levou o gosto ao estúdio: em 1987 gravou com a soprano Montserrat Caballé o single “Barcelona”, que deu nome ao álbum de 1988. Quem sobe ao palco no pior dia da vida aparece a seguir, de maquiagem pela metade.

Ruggero Leoncavallo: “Vesti la giubba” (1892)

Estreia em 1892 · ópera Pagliacci

Canio acaba de descobrir que a mulher o trai e tem minutos para vestir a fantasia e fazer a plateia rir. A ária condensa o momento num grito, e a gravação do tenor Enrico Caruso, feita entre 1902 e 1907, passou de 1 milhão de cópias vendidas, número raro para o disco da época. Freddie tomou a melodia e o verso de abertura para “It’s a Hard Life”, single do Queen lançado em 16 de julho de 1984, que chegou ao 6.º lugar no Reino Unido. A próxima canção nasceu de dois enterros e foi pedida para um terceiro.

Mahalia Jackson: “Take My Hand, Precious Lord” (1956)

Gravada em 1956 · álbum Bless This House

O compositor perdeu a mulher no parto e, dois dias depois, o filho recém-nascido, e foi do luto que saiu a letra, em 1932. Ela pede a mão de Deus para quem já não consegue andar sozinho. Mahalia Jackson a gravou em 1956, e o líder do movimento pelos direitos civis pedia que ela a cantasse nos comícios e no próprio funeral. Em abril de 1968, ela cantou. É gospel sem enfeite, só voz e fé, e dele vem o soul que a lista traz adiante. No mesmo ano da gravação, outro cantor do Sul dos Estados Unidos levou uma balada à TV.

Elvis Presley: “Love Me Tender” (1956)

1.º lugar nos EUA por cinco semanas (novembro de 1956) · single de 14 de setembro de 1956

Cinco dias antes de o disco chegar às lojas, a balada foi ao ar no programa de Ed Sullivan, e as encomendas antecipadas passaram de 1 milhão. A melodia vem de “Aura Lea”, canção de 1861, e a autoria ficou creditada a Vera Matson e ao próprio Elvis. Freddie tinha 12 anos quando formou no colégio a banda Hectics, que tocava Cliff, Elvis e Little Richard. No ano seguinte, a balada deu lugar a um rock de presídio.

Elvis Presley: “Jailhouse Rock” (1957)

1.º lugar nos EUA por sete semanas e, no início de 1958, no Reino Unido · single de 24 de setembro de 1957

Uma festa de presos dançando no pátio era a graça do tema do filme, e Elvis a gravou em Los Angeles, em 30 de abril de 1957, em tom de comédia. O Queen herdou a piada. Em 24 de dezembro de 1975, no Hammersmith Odeon, em Londres, tocou a música no bis, com Freddie numa roupa que lembrava um pijama. Em 1960, a Inglaterra respondeu com um cantor de topete e um painel de adolescentes.

Cliff Richard & The Shadows: “Please Don’t Tease” (1960)

1.º lugar no Reino Unido por três semanas · single de 24 de junho de 1960

O painel de adolescentes ouviu duas candidatas e escolheu esta, no lugar de “Nine Times Out of Ten”, para ser o single. Escrita pelo guitarrista Bruce Welch, dos Shadows, e gravada em março de 1960, a música ficou três semanas no topo britânico, o terceiro número um de Cliff. O Queen acertou contas com esse som em 1979. Brian May disse que “Crazy Little Thing Called Love” era uma homenagem a Elvis e a Cliff, e Roger Taylor contou que Freddie terminou a letra na banheira do hotel Bayerischer Hof, em Munique. A canção foi o primeiro número um do Queen nos EUA, em 23 de fevereiro de 1980. Quatro anos depois de Cliff, uma banda californiana de irmãos e um primo descobria a fama sob o olhar do pai.

The Beach Boys: “I Get Around” (1964)

1.º lugar nos EUA por duas semanas (julho de 1964) · single de 11 de maio de 1964, o primeiro número um do grupo

O pai dos irmãos Wilson interferiu na sessão de 2 de abril de 1964, no estúdio Western, em Hollywood, e a base instrumental saiu assim mesmo. A letra trata de uma fama que chegou depressa. Freddie conhecia o efeito do estilo: nos primeiros anos, o Queen era comparado ao Led Zeppelin e, quando fazia harmonia, aos Beach Boys. O contraponto inglês daquele ano tinha voz de mulher e nasceu num estúdio de Barnes.

Dusty Springfield: “I Just Don’t Know What to Do with Myself” (1964)

3.º lugar no Reino Unido (junho de 1964) · single que reviveu uma canção de 1962

A canção de Burt Bacharach tinha fracassado na voz de outro cantor quando Dusty Springfield o conheceu em Nova York, em fevereiro de 1964. De volta a Londres, ela a gravou nos estúdios Olympic, em Barnes, com cordas largas e uma voz baixa, de confidência. Foi o primeiro disco a mostrar o estilo que a marcaria. O item seguinte começa num presídio de cinema, e a palavra do título nunca aparece na letra.

The Righteous Brothers: “Unchained Melody” (1965)

4.º lugar nos EUA e 14.º no Reino Unido · lado B do single “Hung on You”; 1.º no Reino Unido por quatro semanas em 1990

A letra foi escrita para um filme de prisão de 1955, Unchained, e o letrista se recusou a pôr a palavra do título nos versos. Dez anos depois, Bobby Hatfield cantou sozinho, com o parceiro Bill Medley na produção. A gravação saiu como lado B, chegou ao 4.º lugar nos EUA e ao 14.º no Reino Unido, e em 1990 o filme Ghost a devolveu às paradas, no primeiro lugar britânico por quatro semanas. No mesmo 1965, uma canção de Bacharach que já passara por duas vozes chegou a três americanos em Londres.

The Walker Brothers: “Make It Easy on Yourself” (1965)

1.º lugar no Reino Unido (setembro de 1965) · 16.º nos EUA; gravada em junho de 1965

Eram três americanos, nenhum deles Walker, que deixaram Los Angeles para tentar a sorte em Londres com um sobrenome inventado. Em junho de 1965 gravaram a música de Bacharach que outro cantor já levara ao 20.º lugar nos EUA, em 1962. A versão deles ganhou um arranjo no estilo Wall of Sound, o paredão de cordas e percussão, e subiu ao primeiro lugar britânico em setembro. A próxima vencedora veio de um grupo australiano e de uma melodia russa.

The Seekers: “The Carnival Is Over” (1965)

1.º lugar no Reino Unido por três semanas (novembro e dezembro de 1965) · cerca de 93 mil cópias por dia no auge

A melodia é um canto folclórico russo sobre o rebelde Stenka Razin. Tom Springfield, irmão de Dusty, escreveu a letra em inglês, passou o compasso de 3/4 para 4/4, criou um refrão e se apoiou numa viagem ao Carnaval do Rio. O single dos Seekers, grupo australiano, vendia cerca de 93 mil cópias por dia no auge e ficou três semanas em primeiro lugar no Reino Unido, à frente de “My Generation”, do The Who. A irmã do autor dessa letra volta à lista em seguida, numa canção que Freddie gravou com outro nome.

Dusty Springfield: “Goin’ Back” (1966)

10.º lugar no Reino Unido (julho de 1966) · single de 1.º de julho de 1966, gravado em 15 de junho

Um cantor chamado Larry Lurex gravou, em 1973, num estúdio de Londres, uma canção sobre a inocência perdida, escrita por um casal de compositores americanos. Larry era Freddie, com Brian May na guitarra e Roger Taylor na bateria. Dusty a gravara sete anos antes, e o single dela chegou ao 10.º lugar britânico. Está aqui a faixa da lista que Freddie cantou antes da fama. A voz que ele tentou copiar em outra canção veio de uma filha de pastor.

Aretha Franklin: “Respect” (1967)

1.º lugar nos EUA por duas semanas e no R&B por oito · single de 10 de abril de 1967

O pedido de respeito veio primeiro de um homem. Otis Redding gravou a música em 1965 e chegou ao 35.º lugar no pop e ao 4.º no R&B. Em 14 de fevereiro de 1967, em Nova York, Aretha Franklin trocou o gênero do pedido, com as irmãs Erma e Carolyn nos vocais de apoio, e foi Carolyn quem sugeriu soletrar a palavra no refrão. King Curtis tocou o sax. O single ficou duas semanas em primeiro lugar nos EUA e chegou ao 10.º no Reino Unido. Naquele mesmo ano, uma conversa na calçada de Nova York encomendou a segunda.

Aretha Franklin: “(You Make Me Feel Like) A Natural Woman” (1967)

8.º lugar nos EUA e 2.º no R&B · single de setembro de 1967, do álbum Lady Soul

O produtor cruzou com uma compositora na rua e pediu uma canção sobre uma “mulher natural”. Ela e o parceiro de composição a escreveram naquela noite, e Aretha a gravou para o álbum Lady Soul. Freddie admirava Aretha a ponto de escrever “Somebody to Love” tentando soar como ela. Roger Taylor descreveu a faixa como a mais solta que o Queen já tinha feito. Gravada em 1976, no estúdio Sarm, nela Freddie, May e Taylor multiplicaram as próprias vozes até formar um coro de cem. O single de 12 de novembro de 1976 chegou ao 2.º lugar no Reino Unido e ao 13.º nos EUA. O gospel e o soul dão lugar a um piano numa mansão inglesa, onde um ex-beatle escrevia um hino.

John Lennon: “Imagine” (1971)

3.º lugar nos EUA (outubro de 1971) e 1.º no Reino Unido por quatro semanas (janeiro de 1981) · single de 1971

Um livro de instruções poéticas, Grapefruit, que Yoko Ono lançou em 1964, inspirou a letra, e em 2017 ela foi creditada como coautora. John Lennon escreveu a canção no começo de 1971, em Tittenhurst Park, e a gravação começou em 27 de maio. No Reino Unido, o single só chegou ao primeiro lugar em janeiro de 1981, depois da morte dele. Na noite seguinte ao assassinato, em 9 de dezembro de 1980, o Queen tocou a canção no Wembley Arena. Freddie respondeu com “Life Is Real (Song for Lennon)”, no álbum Hot Space, de 1982. O piano seguinte vem de um bar de cidade pequena, onde adolescentes brigavam aos sábados.

Elton John: “Saturday Night’s Alright for Fighting” (1973)

7.º lugar no Reino Unido e 12.º nos EUA · single de 29 de junho de 1973

No pub Aston Arms, em Market Rasen, o letrista Bernie Taupin e os amigos brigavam aos sábados, ainda adolescentes, e dessas noites saiu a letra. Elton John gravou a música em maio de 1973, no Château d’Hérouville, na França. O piano toca como guitarra, martelando o riff em vez de acompanhar. Mais pesado que um bar de Lincolnshire só o riff que vem depois.

Led Zeppelin: “Kashmir” (1975)

Álbum duplo Physical Graffiti (24 de fevereiro de 1975) · faixa do Led Zeppelin

O riff de Jimmy Page, em afinação DADGAD, marcha em três tempos enquanto o vocal de Robert Plant corre em quatro, e do choque entre os dois compassos vem o passo de caravana. A letra nasceu de uma viagem de carro pelo sul do Marrocos, em 1973, e nenhum deles tinha ido à Caxemira. John Paul Jones acrescentou orquestração e o teclado Mellotron. Segundo o Far Out, Freddie dizia que o Led Zeppelin era o maior grupo e que Plant era o cantor favorito dele. O peso do Zeppelin dá lugar a uma pista de dança e a um conselho dado a Freddie nos bastidores.

Michael Jackson: “Rock with You” (1979)

1.º lugar nos EUA por quatro semanas (janeiro e fevereiro de 1980) · single de 3 de novembro de 1979, do álbum Off the Wall

Karen Carpenter foi a primeira cantora a receber a música, e recusou. Michael Jackson a gravou com produção de Quincy Jones, numa batida de dança contida, com cordas, flauta e guitarra de jazz. Depois de ver o Queen em Los Angeles, ele disse a Freddie, nos bastidores, que lançasse “Another One Bites the Dust” como single. O Queen lançou em 16 de agosto de 1980, e a música ficou três semanas em primeiro lugar nos EUA, de 4 a 18 de outubro, e vendeu mais de 7 milhões de cópias. Chegou ainda ao 2.º lugar nas paradas de soul e de disco. A faixa seguinte nasceu de uma pergunta de repórter.

Barbra Streisand: “Woman in Love” (1980)

1.º lugar nos EUA e no Reino Unido, três semanas em cada · single de 1980, do álbum Guilty

Depois de Saturday Night Fever, um repórter perguntou aos irmãos Gibb a quem mais gostariam de produzir, e a resposta foi Barbra Streisand. O disco Guilty, de 23 de setembro de 1980, é o mais vendido da carreira dela, e a batida vem de “Stayin’ Alive”, desacelerada e equalizada. Barbra tinha reservas com parte da letra e gravou assim mesmo. A música foi seu primeiro número um britânico e rendeu o Ivor Novello de 1981. Logo depois do Led Zeppelin e de Michael Jackson, a lista de Freddie abre espaço para uma cantora de teatro musical com o falsete dos Bee Gees por trás. Algumas rádios nem quiseram tocar a próxima.

Grace Jones: “Pull Up to the Bumper” (1981)

53.º lugar no Reino Unido (1981) · terceiro single de Nightclubbing, lançado em junho de 1981

Algumas rádios recusaram a música. A gravação foi feita no estúdio Compass Point, em Nassau, nas Bahamas, com a dupla jamaicana Sly e Robbie, de bateria e baixo, e produção de Chris Blackwell, fundador da gravadora Island. A faixa chegou ao 2.º lugar na parada de dança dos EUA e, em relançamento nos anos 1980, ao 12.º lugar britânico. Em seguida vem uma banda de estúdio da Califórnia que passou seis meses lapidando um riff de teclado.

Toto: “Africa” (1982)

1.º lugar na Billboard (fevereiro de 1983) · single de junho de 1982 no Reino Unido e de outubro de 1982 nos EUA

O riff parece de kalimba, o piano de polegar africano, e é um teclado Yamaha GS-1 gravado seis vezes, uma camada sobre a outra. Joe Porcaro, pai do baterista Jeff, toca marimba baixo. A percussão de Jeff foi influenciada pelos tambores africanos que ele ouviu na Feira Mundial de 1964, e ele montou loops com tampinhas de garrafa. O tecladista David Paich teve a ideia e escreveu a letra, e passou cerca de seis meses refinando a canção. A mixagem seguinte levou 91 tentativas.

Michael Jackson: “Billie Jean” (1983)

1.º lugar nos EUA por sete semanas (março de 1983) · single de 2 de janeiro de 1983

Quincy Jones queria trocar o título por “Not My Lover”, e o engenheiro de som mixou a faixa 91 vezes até chegar ao resultado final. Em 25 de março de 1983, num especial da Motown, Jackson fez o moonwalk ao cantá-la, e o programa foi ao ar em 15 de maio. Freddie e Michael gravaram juntos entre 1981 e 1983. “There Must Be More to Life Than This” saiu solo, na voz de Freddie, no álbum Mr. Bad Guy, em 29 de abril de 1985, e o dueto só foi lançado em 2014, em Queen Forever, depois de negociações lentas com os herdeiros de Jackson. No mês seguinte à estreia de “Billie Jean”, outro single falava de um carro e de um cochilo.

Prince: “Little Red Corvette” (1983)

6.º lugar nos EUA, o primeiro top 10 dele · single de fevereiro de 1983, do álbum 1999

Prince cochilou no banco de um Mercury Montclair rosa de 1964, carro de Lisa Coleman, integrante da banda dele, e a história da canção começa nesse carro. A faixa foi gravada em 20 de maio de 1982. Segundo Peter Freestone, assistente pessoal de Freddie, citado pelo Far Out, Freddie assistiu a uma gravação de três horas de um show de Prince e obrigava os convidados a ver os clipes dele. A próxima faixa foi vetada pela BBC e, semanas depois, chegou ao topo.

Frankie Goes to Hollywood: “Relax” (1983)

1.º lugar no Reino Unido por cinco semanas (janeiro de 1984) · single de novembro de 1983

Holly Johnson compôs a melodia de cabeça, andando pela Princes Avenue, em Liverpool. O produtor Trevor Horn montou o disco, e dos integrantes da banda só Johnson e o outro vocalista aparecem na gravação final. O estúdio custou, segundo relatos, 70 mil libras. Em 11 de janeiro de 1984, um apresentador da BBC parou de tocar o disco no ar, e a emissora o baniu. Na parada de 28 de janeiro, a música chegou ao topo, e as camisetas “Frankie Say Relax” viraram moda. O disco que tirou o Frankie do primeiro lugar meses depois tinha sido escrito num ônibus.

George Michael: “Careless Whisper” (1984)

1.º lugar no Reino Unido por três semanas · single de 23 de julho de 1984; 1.º nos EUA em fevereiro de 1985

George Michael tinha 17 anos quando compôs a melodia num ônibus, e o parceiro de dupla, Andrew Ridgeley, criou a sequência de acordes. A linha de saxofone também é de George, mas quem a toca é Steve Gregory, com a fita desacelerada em um semitom. Em agosto de 1984, a música tirou “Two Tribes”, do Frankie Goes to Hollywood, do primeiro lugar britânico. Nos EUA saiu como “Wham! featuring George Michael” e foi a música número um do ano de 1985 na Billboard. Quem a escreveu aos 17 anos ainda cruzaria o caminho de Freddie num palco, em Wembley.

Em 20 de abril de 1992, 72 mil pessoas lotaram Wembley para um tributo a Freddie, com renda para o Mercury Phoenix Trust. Três nomes da lista dele estavam nos microfones. Elton John cantou “Bohemian Rhapsody” ao lado de Axl Rose. Robert Plant, segundo o Far Out, passou por “Kashmir”. George Michael cantou “Somebody to Love”, a canção que Freddie escreveu tentando soar como Aretha. Freddie ouvia ópera, sim. Ouvia também quem, anos depois, subiria ao palco para cantar no lugar dele.

Confira também:

Como o Toto escreveu o hit “Africa” sem nunca terem visto a África?

Uma história do bis: por que a plateia nunca aceita o fim do show?

Todos os discos de estúdio do U2, do pior ao melhor

Tags

Separador rodapé branco
Separador